Colestase Intra-Hepática da Gravidez

Durante a gestação, cerca de 1% das mulheres desenvolvem a Colestase Intra-Hepática da Gravidez, também conhecida como Colestase Gravídica, uma doença do fígado similar à Colangite Biliar Primária, que geralmente se manifesta no terceiro trimestre da gravidez.

A coceira também é o principal sintoma, podendo ser muito intensa e com tendência de piorar durante a noite. Costuma afetar a planta dos pés e a palma das mãos, sem nenhuma causa aparente, podendo se espalhar pelo resto do corpo como tronco, barriga e face. Outros sintomas da Colestase Intra-Hepática da Gravidez são cansaço, perda de apetite, enjoos, fadiga, mal-estar, dor abdominal e icterícia.

Mulher grávida com as mãos na barriga.

Diante desses sintomas, podem ser solicitados exames para avaliação da função hepática e ultrassom de abdômen afim de esclarecer o diagnóstico.

Uma vez diagnosticada a Colestase Gravídica, o médico vai avaliar o grau de severidade – leve, moderado ou grave – e poderá prescrever medicamentos para atenuar a coceira e para normalizar os sais biliares, minimizando as consequências da doença. A partir desse acompanhamento intensivo, médico e paciente vão entrar em acordo sobre o melhor momento de realizar o parto, que costuma ser antecipado para o período entre 37 e 38 semanas de gestação.

Os sintomas melhoram após o parto, desaparecendo em até duas semanas.

Há mulheres que têm maior probabilidade de desenvolver Colestase durante a gestação: aquelas com histórico pessoal ou familiar desta doença na gestação, antecedentes de doença hepática, gravidez de gêmeos e mulheres que foram submetidas à fertilização in vitro. Nestes casos, deve-se ficar atento aos sintomas para fazer o diagnóstico e tratamento mais precocemente.